Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Assinalaram-me um artigo publicado no passado dia 21 de Maio no jornal TIMES em linha, que constitui um exemplo das consequências das reacções antibrasileiras que pulularam pelos media durante a recente controvérsia sobre o acordo ortográfico:

http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/article3978345.ece

É interessante observar como o articulista se “deixa levar” pela demagogia presente em muitas observações dos inimigos do  acordo. Talvez seja útil lembrar que o acordo não visa alterar o português de Portugal para que “reflicta melhor o português do Brasil”. O que aconteceu foi 8 países de língua oficial portuguesa terem chegado a acordo para que a ortografia usada tenha menos diferenças. Continuará a haver muitas diferenças, mas em número ligeiramente menor.  Só na ortografia haverá algumas alterações. Nada mudará quanto às diferenças existentes no léxico, na gramática, na sintaxe, na pronúncia.

A irresponsabilidade de algumas posições antibrasileiras assumidas durante a controvérsia sobre o acordo torna-se bem clara neste artigo que se inspira claramente nos exageros propagados nos media portugueses.

  • http://www.enxuto.org Miguel RM

    Aceito todas as posições, sejam elas mais próximas da etimologia ou mais próximas da oralidade. Manifestei sempre respeito e compreensão pelas posições contrárias ao acordo, desde que não resvalassem para o antagonismo ou a má vontade contra qualquer dos outros países que são tão “donos da língua” como Portugal.

  • Pedro

    Quanto a isso dou-lhe toda a razão caro Miguel. Quando me foi enviado o mail para assinar a petição eu rejeitei faze-lo e fiz questão de dizer à pessoa o porquê. Se o Português fosse só nosso então a CPLP não fazia sentido.

  • Pedro

    Não se trata de ser contra o Brasil, mas sim de defender a etimologia das palavras. Os que são contra o acordo ortográfico revelam essa preocupação. Eu sou a favor do acordo ortográfico pois vejo vantagens nele, mas aceito as posições contrárias. Para o acordo ortográfico fazer sentido todos os países da CPLP deveriam participar e financiar a divulgação do português com a criação de uma instituição parecida com o British Council. Assim a língua era efectivamente preservada.

  • http://www.mdl-galiza.org Fabiano

    Excelente lembrança e constatação. O que está acontecendo é o simples preconceito daqueles que crêem que os brasileiros falam uma corruptela do português europeu (ou seja, português deformado). Reflete-se nisso, o preconceito no que diz respeito aos imigrantes brasileiros em terras portuguesas. Algo como “nós teremos de falar e escrever errado como esses brasucas?!” O Acordo é necessário, sem dúvida.

  • http://universodevozes.blogspot.com Antônio Lìdio Gomes

    Miguel, achei tuas colocações, umas das mais sensatas em realação ao AO.
    Parabéns.