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	<title>Enxuto &#187; Campanha</title>
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	<description>Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante</description>
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		<title>Como escrever nomes estrangeiros em português?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 09:09:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel RM</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Dedicado ao Nuno Morais) Quando comecei a publicar este blogue, prometi que todos os meses faria uma campanha relacionada com a língua portuguesa. Em Maio, falei na confusão entre duas expressões: &#8220;ao encontro de&#8221; &#8211; &#8220;de encontro a&#8221;.  Agora, em Junho, vou lançar uma questão mais vasta, que é a forma como escrevemos em português [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Dedicado ao Nuno Morais)</p>
<p>Quando comecei a publicar este blogue, prometi que todos os meses faria uma campanha relacionada com a língua portuguesa. Em Maio, falei na confusão entre duas expressões: &#8220;ao encontro de&#8221; &#8211; &#8220;de encontro a&#8221;.  Agora, em Junho, vou lançar uma questão mais vasta, que é a forma como escrevemos em português os nomes estrangeiros, em especial as designações geográficas (topónimos). Esta é mais uma área em que se faz notar a ausência de entidades reconhecidas com competência de regulação em matéria de língua. Quem acaba por desempenhar mais ou menos esse papel é a imprensa escrita, devido à sua necessidade constante de escrever topónimos estrangeiros. Como em todas as questões relacionadas com a língua, os linguistas têm posições muito variadas que se situam entre dois extremos: os que querem aportuguesar todos os nomes e os que querem manter os nomes estrangeiros tal como são escritos na língua de origem. O que acaba por acontecer é que há aportuguesamentos que entram na língua comum e são aceites por todos e outros que nunca se conseguem impor. Por exemplo, nós em Portugal escrevemos Nova Iorque, mas não aportuguesamos o topónimo original inglês, a cidade de York. Escrevemos Berlim, Bona, Munique, Hamburgo, mas outros aportuguesamentos menos felizes como Francoforte e Dusseldórfia nunca se impuseram e normalmente são usadas as designações alemãs Frankfurt e Düsseldorf. Ninguém (felizmente) usa Oxónia e Cambrígia para designar Oxford e Cambridge. Esta incerteza é ainda agravada pelo facto de no Brasil se ter optado, em muitos casos, por palavras diferentes das utilizadas em Portugal (polonês-polaco, Irã-Irão, Moscou-Moscovo, etc.). </p>
<p>Enfim, estou apenas a lançar a discussão e nos próximos dias irei publicar mais artigos sobre o tema. Não posso deixar de citar dois sítios preciosos onde podem encontrar muito material interessante: o <a href="http://www.ciberduvidas.com/">Ciberdúvidas</a> e o <a href="http://linguistica.publico.clix.pt/">Público</a>. Escrevam &#8220;topónimos&#8221; nos respectivos motores de pesquisa e encontrarão bastantes artigos úteis para se informarem sobre esta questão.</p>
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		<title>Consequências nefastas dalgumas reacções contra o acordo ortográfico</title>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 11:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel RM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanha]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Assinalaram-me um artigo publicado no passado dia 21 de Maio no jornal TIMES em linha, que constitui um exemplo das consequências das reacções antibrasileiras que pulularam pelos media durante a recente controvérsia sobre o acordo ortográfico: http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/article3978345.ece É interessante observar como o articulista se &#8220;deixa levar&#8221; pela demagogia presente em muitas observações dos inimigos do  acordo. Talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assinalaram-me um artigo publicado no passado dia 21 de Maio no jornal TIMES em linha, que constitui um exemplo das consequências das reacções antibrasileiras que pulularam pelos <em>media</em> durante a recente controvérsia sobre o acordo ortográfico:</p>
<p><a href="http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/article3978345.ece">http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/article3978345.ece</a></p>
<p>É interessante observar como o articulista se &#8220;deixa levar&#8221; pela demagogia presente em muitas observações dos inimigos do  acordo. Talvez seja útil lembrar que o acordo não visa alterar o português de Portugal para que &#8220;reflicta melhor o português do Brasil&#8221;. O que aconteceu foi 8 países de língua oficial portuguesa terem chegado a acordo para que a ortografia usada tenha menos diferenças. Continuará a haver muitas diferenças, mas em número ligeiramente menor.  Só na ortografia haverá algumas alterações. Nada mudará quanto às diferenças existentes no léxico, na gramática, na sintaxe, na pronúncia.</p>
<p>A irresponsabilidade de algumas posições antibrasileiras assumidas durante a controvérsia sobre o acordo torna-se bem clara neste artigo que se inspira claramente nos exageros propagados nos <em>media</em> portugueses. </p>
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		<title>Vamos ao encontro de quem defende a língua portuguesa</title>
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		<pubDate>Wed, 14 May 2008 08:04:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel RM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanha]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos dias, ouvi dois sindicalistas &#8211; Bettencourt Picanço do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado(STE) e Carlos Anjos do Sindicato dos Investigadores da Polícia Judiária - afirmarem que &#8220;o governo, com estas posições, não está a ir de encontro aos interesses dos trabalhadores&#8221; (em ambos os casos, declarações ouvidas no Rádio Clube Português). Obviamente, deviam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dias, ouvi dois sindicalistas &#8211; Bettencourt Picanço do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado(STE) e Carlos Anjos do Sindicato dos Investigadores da Polícia Judiária - afirmarem que &#8220;o governo, com estas posições, não está a ir <em>de encontro aos</em> interesses dos trabalhadores&#8221; (em ambos os casos, declarações ouvidas no Rádio Clube Português). Obviamente, deviam ter dito não está a ir <em>ao encontro das</em> interesses dos trabalhadores.</p>
<p>Vamos agora a dois bons exemplos. No <a href="http://www.ciberduvidas.com/">http://www.ciberduvidas.com/</a> pode pesquisar o termo &#8220;ao encontro de&#8221; e encontrará uma série de exemplos esclarecedores. Na página <a href="http://linguistica.publico.clix.pt/">http://linguistica.publico.clix.pt/</a> do jornal &#8220;Público&#8221; também pode pesquisar esse termo e encontrará o seguinte texto: </p>
<p>«<span class="font_02"><strong>ao encontro de / de encontro a</strong> </span> <span class="font_03" style="color: #990000;">[Locuções / Definição] </span><br />
<span class="font_03" style="color: #666666;"><strong>Pretendo esclarecer a seguinte dúvida: deve escrever-se <em>ir DE ENCONTRO às necessidades dos clientes</em> ou <em>ir AO ENCONTRO das necessidades dos clientes</em>.</strong></span></p>
<div class="font_04">Apesar de serem frequentemente confundidas, as locuções prepositivas <strong><em>ao encontro de</em></strong> e <strong><em>de encontro a</em></strong> têm significados diferentes e chegam a ser antónimas. Assim, a locução <em>ao encontro de </em>pode significar “na direcção de”, “à procura de” ou “em consonância com” (ex. <em>queria ir ao encontro das necessidades dos clientes</em>). Pelo contrário, a locução <em>de encontro a</em> pode significar “em sentido oposto”, podendo ser sinónimo da preposição <em>contra </em>(ex. <em>não podia ir de encontro às necessidades dos clientes</em>).<br />
Estas duas locuções podem formar locuções verbais em conjugação com vários verbos (ex.<em> correr/ir/vir ao encontro de; ir/surgir/vir de encontro a</em>), com significados semelhantes, como se pode ver nos exemplos acima.</div>
<div class="font_03" style="margin-top: 10px;">
<div class="font_04" style="text-align: right;">Por Helena Figueira em 26-01-2006»</div>
<div class="font_04" style="text-align: left;">Concluindo, não faltam recomendações para que não se repita este erro.</div>
</div>
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		<title>&#8220;Ao encontro de&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 14:56:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel RM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanha]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro, uma breve explicação sobre o que será a campanha mensal deste blogue: todos os meses tratarei duma questão da língua portuguesa, com o objectivo de pôr em evidência alguns erros facilmente evitáveis. Tentarei fazê-lo sempre com espírito construtivo e aberto, pois errar é humano e os utentes da língua portuguesa são ainda mais humanos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro, uma breve explicação sobre o que será a campanha mensal deste blogue: todos os meses tratarei duma questão da língua portuguesa, com o objectivo de pôr em evidência alguns erros facilmente evitáveis. Tentarei fazê-lo sempre com espírito construtivo e aberto, pois errar é humano e os utentes da língua portuguesa são ainda mais humanos do que outros, pois a nossa língua tem muitas zonas de incerteza. Fica pois claro que aceito críticas com prazer e que estou só moderadamente convencido das minhas razões. Cada campanha será lançada por uma declaração inicial que enuncia o problema. Seguidamente, durante um mês, estão todos convidados a participar com sugestões, citações, críticas, enfim, o que quiserem. Para primeiro tema escolhi<strong><em>: &#8220;Ao encontro de&#8221;  </em></strong>Aqui vai:</p>
<p>Por que razão é que se confunde &#8220;ao encontro de&#8221; com &#8220;de encontro a&#8221;? Em ambos os casos estamos perante expressões que indicam duas entidades a aproximar-se. Só que no primeiro caso, o encontro é benigno, no segundo é provavelmente doloroso. Assim, por exemplo, se eu estiver numa ponta da praça do Giraldo e e reconhecer numa ponta oposta uma pessoa amiga, é provavelmente que nos saudemos, com um aceno por exemplo, e que avancemos <strong><em>&#8220;ao encontro&#8221;  </em></strong>um do outro. Mas, se por acaso, durante o trajecto, eu me distrair a olhar para alguém que está à janela dum prédio, arrisco-me a ir <strong><em>&#8220;de encontro&#8221;  </em></strong>a um poste. Outro exemplo: no debate sobre o acordo ortográfico o meu objectivo é que Portugal vá <strong><em>&#8220;ao encontro&#8221;  </em></strong>dos países lusófonos, porque temo que, se não fizermos, poderemos daqui a uns anos ir <strong><em>&#8220;de encontro&#8221;  </em></strong>a um português internacional que entretanto se venha a impor.</p>
<p>Uma nota final: atenção que em francês &#8220;à l&#8217;encontre de&#8221; quer dizer &#8220;de encontro a&#8221; e não &#8220;ao encontro de&#8221;. </p>
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