Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Mão amiga reenviou-me um curto texto a explicar por que motivo a presidente Dilma Roussef  está a fazer grossa asneira quando defende o termo “presidenta”. Eis:

«Existe a palavra PRESIDENTA?

Que tal colocarmos um ponto final no assunto?

Em português existem particípios ativos que são derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendigar é mendicante… Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”,
independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela “ardenta”; diz-se estudante, e não “estudanta”; diz-se adolescente, e não “adolescenta”; diz-se paciente, e não “pacienta”.

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:

“A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter-se tornado  eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, de entre tantas outras atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta”.

2 Comentários »

  1. Há tempos que não lia teu blogue. Muito bom artigo! “Presidenta”: palavrinha horrível.
    Lamento dizer que temos “entendidos” por aqui dizendo que o termo é aceitável pela norma culta (?)…
    Inclusive contratados para explicar o inexplicável nos meios oficiais de propaganda.
    Somos obrigados a ler e ouvir a infeliz palavra o tempo todo na imprensa.
    O mais triste: já não estou a achar tão errado assim… acho que já estou acostumado. Salvem-me linguistas sérios!

    Claudio Mangini
  2. Caro Claudio,
    Os linguistas são como toda a gente, vivem no mundo. Essa da “norma culta” é um alibi frequentemente utilizado por linguistas laxistas, ou pior, por linguistas com uma “agenda revolucionária” para a língua. Sabe bem, pelo que eu escrevo, que não sou nada purista, mas compreendo bem como é necessário entre os linguistas promover um conservadorismo prudente.

    Miguel RM

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