Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Na revista Sábado, que se publica à quinta-feira, na edição de 2 de Outubro, há um artigo sobre os erros de português nos museus de Portugal. Infelizmente, não há ligação ao artigo em causa, mas as duas páginas podem ser resumidas: nos museus portugueses há falta de cuidado com a língua portuguesa, como pode ser verificado através de vários exemplos (Museus dos Coches, do Chiado, do Oriente; CAM-Gulbenkian; Oceanário, etc.).

É muito louvável assinalar os erros no espaço público, concordo até que se brinque com o assunto, mas temos de estar cientes de que a velocidade da vida actual é a principal causa de muitos desses erros. Todos nós que trabalhamos com a língua (artistas, jornalistas, tradutores, publicitários, etc.) estamos constrangidos com prazos apertados que não podem ser ignorados. Por isso, temos consciência de que todos os textos são susceptíveis de ser melhorados. O bom texto é aquele que atinge um nível de qualidade bom, respeitando o prazo de entrega. Não é certamente um bom texto aquele que é entregue com atraso. É por isso que as pessoas que são “apanhadas” a fazer erros devem agradecer a quem se dá ao trabalho de os descobrir e tratar de fazer as devidas rectificações. E quem “apanha” erros deve ter consciência de que todos os podem fazer. Pela minha parte, embora me considere uma pessoa cuidadosa com aquilo que escreve, estou sempre a verificar o que escrevi para detectar imperfeições. E detecto bastantes. E agradeço a qualquer pessoa que me aponte uma falha.

Deixe um comentário