Novas críticas à aplicação do acordo ortográfico e um novo apelo à moderação
20 de Abril, 2009 por Miguel RMNo “Correio da Manhã” de hoje, Maria do Carmo Vieira, uma professora de português que se tem distinguido nos jornais e na televisão como uma feroz inimiga do acordo ortográfico (AO), volta a fazer uma declaração bombástica que já lhe ouvi várias vezes na SIC Notícias: afirma que não vai cumprir o AO.
Ora, aqui está um caso flagrante de insensatez militante. Se esta senhora trabalhar no ensino público, só lhe restará demitir-se do seu posto, pois os funcionários públicos não podem ser isentados do cumprimento da lei. Se trabalhar no ensino privado, aconselho-a a falar acerca do assunto com a direcção da escola em que trabalha, já que a recusa do cumprimento da lei pode ser prejudicial para os alunos.
Infelizmente, a luta contra o AO tem estado no nosso país a ser travada por pessoas pouco sensatas que apelam a uma espécie de “desobediência civil” e ignoram um facto indiscutível que é haver um acordo internacional assinado por oito países.
Maria do Carmo Vieira, tal como muitos outros genuinos defensores da língua portuguesa que se deixaram “levar” por militâncias peticionistas em aliança com os piores instintos de ressentimento pós-colonial, faria uma excelente opção se deixasse de dizer que não aplica o AO e preferisse juntar-se às muitas pessoas que têm andado preocupadas em melhorar o AO, aconselhar as instâncias políticas a agirem com ponderação e criar um movimento eficiente de defesa da nossa língua.
Poderia citar afirmações, recentes e antigas, de intelectuais mostrando-se contra o que eles pensavam que o AO estabelece. Alguns até se mostravam admirados de se pretender mudar a ortografia. Pelos vistos, nunca tal aconteceu no passado! Quando se trata de discutir ortografia, certos intelectuais parecem incapazes de pensar correctamente ou de ver o que o AO diz ou para que serve. Sinceramente, tenho pouca tolerância para com tais atitudes. Acho que nestas questões, os governos devem apoiar-se em opiniões de especialistas, decidir da vantagem das reformas e pô-las em prática, por mais que gritem e barafustem os inimigos dessas reformas. Por mais lógicas e sensatas que sejam, haverá sempre quem diga que são antipatrióticas, inoportunas e outtos dislates do género.
Abril 22nd, 2009
Não posso deixar de concordar com o leitor. No entanto, penso que não devemos hostilizar quem se julgue defensor da nossa língua. O meu objectivo tem sido sempre o de isolar as pessoas que infectam o debate político com posições “patrioteiras” assentes em preconceitos oriundos de mitificações da nossa História.
Conheço demasiado bem, devido à minha prática profissional, os terríveis danos causados à língua portuguesa pela falta de sensatez que caracteriza o debate público em torno da política da língua.
Abril 23rd, 2009
Muito bem sobre o assunto abordado, estou fazendo o meu tcc sobre uma critica ao novo acordo, gostaria de obter dos senhores materiais sobre essa nova polêmica, pois tenho que sustentar a minha crítica diante da banca.
Peço que me envie para o meu e-mail.
Agradeço a todos pelo envio de materia.
Agosto 10th, 2009
Ótimo o assunto abordado, estou fazendo o meu tcc sobre uma critica ao novo acordo, gostaria de obter dos senhores materiais sobre essa nova polêmica, pois tenho que sustentar a minha crítica diante da banca.
Peço que me envie para o meu e-mail.
Agradeço a todos pelo envio de materia.
Setembro 1st, 2010