Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Foi noticiado ontem no Público que o Conselho de Ministros decidiu “promover a requalificação do edifício do antigo Museu de Arte Popular, situado na Avenida de Brasília, reconvertendo aquele que foi originalmente o pavilhão da Vida Popular da Exposição do Mundo Português num inovador e contemporâneo espaço multimédia e centro priveligiado de promoção da língua portuguesa.”

Para além da polémica (legítima) sobre o desaparecimento do Museu de Arte Popular, interessa-me aqui tratar as questões de política da língua que poderão estar em causa com esta decisão. Recordo que a primeira decisão sobre este assunto tinha sido tomada pela anterior Ministra da Cultura, que referiu na altura a sua vontade de envolver o Museu da Língua Portuguesa de S. Paulo (Brasil) na concepção do museu de Lisboa.

Não conheço obviamente os pormenores da decisão agora tomada, mas devo alertar para alguns perigos:

1 – O Museu de S. Paulo é excelente para o Brasil, está muito bem concebido e tem permanentemente enchentes de estudantes a visitá-lo. Se, de facto, se pretender a colaboração desse museu brasileiro, haverá que assegurar uma reformulação total do conceito, adaptando-o à realidade do nosso país.  Os avisos que fiz no passado dia 2 de Maio sobre a questão duma nova Academia aplicam-se também neste caso.

2 – Para que não sejam avivadas polémicas ridículas sobre as nossas relações com o Brasil, seria útil que o governo esclarecesse como será a colaboração com o museu brasileiro. É claro que o governo já decidiu que a instalação do museu será da responsabilidade da sociedade Frente Tejo, S.A., mas isso não pode querer dizer que as questões relacionadas com a política da língua fiquem envoltas nas brumas do rio.

 

 

1 Comentário »

  1. Aí vai um atalho para o portal de notícias do museu:

    http://www.museulinguaportuguesa.org.br/museudalinguaportuguesa/noticias.html

    Espero ter contribuido.

    Cláudio Mangini

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