Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

O instituto Camões (IC) inaugurou hoje, na sua sede em Lisboa, uma interessante exposição documental sobre a “História do Instituto Camões e as instituições que o antecederam”. A exposição destina-se a assinalar os 80 anos do IC e instituições precedentes, desde a Junta de Educação Nacional, criada em 1929. Seguiram-se o Instituto para a Alta Cultura (1936-52), o Instituto de Alta Cultura (1952-76), o Instituto de Cultura Portuguesa (1976-80), o Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (ICALP) e, finalmente, desde 1992, o IC.

Muito louvável esta forma de assumir um passado em que muitas pessoas de mérito trabalharam com a generosa finalidade de elevar o nível cultural do país. Temos habitualmente pouco empenho em valorizar os méritos do passado e apressamo-nos com o entusiasmo dos neófitos a vangloriar algo descoberto hoje, só porque está na moda. Temos também uma tendência perniciosa de misturar tudo com tudo, o que nos leva a subestimar os êxitos de épocas que nos desagradam e a sobrestimar o presente analisando com complacência as suas insuficiências. Parabéns ao IC por apresentar a “sua” História sem omissões e valorizar o activismo de grandes personalidades da cultura portuguesa que souberam contornar as dificuldades, nomeadamente de ordem política, que condicionaram a sua acção.

Na sessão comemorativa de hoje, que decorreu perante uma grande assistência, foi também apresentada a primeira parte do estudo sobre o “Valor Económico do Português” e o trabalho de investigação histórica subjacente à exposição documental.

Assinale-se ainda que foi anunciada ontem a conclusão do projecto de nova lei orgânica do IC, que estará em discussão no Conselho de Ministros.

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