Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Chipre é um país que sempre foi designado em português sem artigo definido (como Marrocos ou Timor). Há uns anos, mais precisamente por volta de 2004, data da adesão de Chipre à União Europeia, passou a aparecer mais vezes na imprensa portuguesa o nome desse país mediterrânico. Um dia ouvi um locutor de televisão dizer “o Chipre” e pensei “onde é que terão ido buscar este artigo definido?” Pois bem, nestes anos tem-se repetido o aparecimento deste artigo espúrio. Porquê? Por imitação acrítica, como é óbvio. Apareceu uma vez, duas, três e agora está a generalizar-se, sabe-se lá porquê.

Bem sei que as regras de escrita das designações onomásticas em português são complicadas, porque há pouca regulação e porque as normas brasileiras em vários casos afastam-se das portuguesas, sem falar no que está a acontecer com os países africanos de expressão portuguesa, em que o uso das letras K, W e Y é bem mais generalizado do que no português de Portugal (um particularismo nosso que não tem interesse nenhum, não nos custaria nada mandá-lo às urtigas…)

Aparentemente, Chipre, Malta, Marrocos, Portugal e Timor em português não têm género. Mas têm: Portugal  (Marrocos) (Timor) desconhecido; Malta desconhecida. O que acontece é que há elisão do artigo definido.

Chipre náo precisa do artigo definido. Evitem lá acrescentá-lo, se fazem favor…

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