Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Dado o tradicional défice de informação que há em Portugal sobre todos os assuntos relacionados com a língua portuguesa e sobretudo com os países de língua oficial portuguesa, lanço daqui um repto à imprensa para que formule algumas perguntas:

1- Por que motivo é que o protagonismo mediático na defesa da da estratégia da língua foi assumido pelo Ministro da Cultura, com vários depoimentos e entrevistas (Expresso, SIC Notícias, RTP, etc.)? Estranha-se porque o Instituto Camões depende do MNE e os meios do Ministério da Cultura são reconhecidamente fracos. Embora não falte habilidade retórica a José António Pinto Ribeiro (e talvez a explicação seja apenas essa), o seu protagonismo nesta área terá algum motivo político?

2 - Como será noticiada em Angola e em Moçambique a VII Cimeira da CPLP do próximo dia 25 de Julho, agora que parece adivinhar-se que o Presidente de Angola imitará o seu congénere moçambicano, enviando apenas ministros a representá-los?

3 - Como reage o MNE (e o Instituto Camões) ao anúncio de criação pelo Brasil dum instituto congénere (Instituto Machado de Assis)? Estará o governo português ciente da importante oportunidade criada por este avanço do governo brasileiro?

4 - Não poderia a CPLP ser responsabilizada por promover um melhor conhecimento mútuo entre os países membros? Quantas notícias sobre esses países é que aparecem nos noticiários em Portugal? Bem sei, há notícias sobre investimentos portugueses, visitas de políticos portugueses e catástrofes naturais. Mas e o resto? Um exemplo: alguém em Portugal fala nas próximas eleições legislativas em Moçambique, que serão já em Setembro? Alguém falou das reacções moçambicanas aos lamentáveis episódios no Zimbabwe?

5 - Não seria possível organizar na Internet um portal de consulta que reúna as melhores fontes de informação dos países da CPLP?

Aqui estão 5 perguntas. Nos próximos dias, até ao início da cimeira, haverá mais..

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