Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Num comentário a um texto que publiquei nos últimos dias de Agosto, um leitor (Daniel Carrapa) protesta indignado contra uma estatística qualquer que aparece na blogosfera, acusando-me de fraude, sem sequer ter ouvido a minha opinião. Respondi com cordialidade, mas dois outros leitores insistiram posteriormente em me criticar e acusar, mais uma vez sem ouvirem a minha versão. Resolvi não publicar esses dois comentários, pois não sou obrigado a publicar a opinião de pessoas que se comportam como pistoleiros, atirando tiros antes de tentarem esclarecer seja o que for com a pessoa em causa.

Mas insisto em esclarecer quem por ventura esteja interessado nesta questão que não me interessa nada a mim. Repito: não fiz nada para me inscrever em estatística nenhuma da blogosfera; não estou interessado, para já, em ter uma audiência muito vasta; prefiro ir fazendo entradas com algum cuidado, tentando argumentar com seriedade, em vez de disparar “bocas” sobre estados de alma, como acontece em muitos blogues. O meu projecto de defesa da língua portuguesa não visa resultados no curto prazo, estou convencido de que só com alguns anos de actividade séria e continuada conseguirei contribuir para mudar ligeiramente as mentalidades dominantes sobre este assunto. Espero que esteja assim explicado por que motivo me estou “marimbando” para as estatísticas de audiência. As pessoas que me dão assitência técnica deram-me uma explicação, mas como não percebi quase nada do que me disseram pedi-lhes que inserissem um comentário aqui a explicar o que aconteceu. Espero que a questão fique encerrada depois de lerem o dito comentário.

Pela parte que me toca, a não ser que haja novos dados, não voltarei a publicar nada sobre esta questão.

6 Comentários »

  1. Na sequência do que foi referido pelo Miguel sobre a sua suposta fraude estatística e tendo em conta que eu juntamente com o Bruno Barão, fazemos a manutenção técnica deste espaço, gostaríamos de esclarecer o seguinte:

    Deverá ser do conhecimento dos leitores e “clientes” da rede Weblog que o seu sistema blogometro é totalmente arcaico.
    A adesão de um novo blog à rede estatística verificada por SiteMeter é tão coerente como as estatísticas criadas para o Enxuto em torno do Open Left.

    Que quero dizer com isto?
    Que tanto o Miguel como qualquer pessoa, o poderia ter feito.

    Para a adesão de um blog ao blogometro, basta simplesmente introduzir um nome, um endereço e uma “suposta chave” de acesso ao SiteMeter.
    Não existe qualquer tipo de controlo, revisão ou gestão da coisa, tanto o é, que passado quase uma semana, o Enxuto, de forma errada lá continua.

    Poderá ter sentido pensar que só o próprio Enxuto teria algo a ganhar ao fazer isto, no entanto e tal como os próprios autores de comentários disparatados o verificam, não é esse o resultado.

    Tendo em conta a quantidade de comentários retidos em moderação e falta de elegância de uma comunidade que se quer unida, teria todo sentido e tal como nós o fizemos alertar a rede Weblog para as suas falhas e para o seu desleixo face a um dos maus serviços que presta.

    Acima de tudo é preciso lembrar que se alguém saiu prejudicado com isto, foi o próprio Enxuto.

    Pedro Cavaco
  2. Se bem compreendi, isso significa que estiveram a fazer uma experiência social com a blogosfera, ou pelo menos com uma parte dela que é a Weblog.
    Entretanto, parece que o próprio autor do blogue, em termos de conteúdo, não era conhecedor dessa vossa experiência.
    Se assim for, houve uns experimentalistas que “capturaram” o blogue do Miguel RM e, aproveitando estarem “dentro de casa” (apoio técnico) fizeram com ele (blogue) coisas que qualquer leitor supõe serem da responsabilidade dele (Miguel).
    Não me parece sério. Os leitores querem saber que o que se passa aqui é o que o Miguel quer que se passe aqui. E não querem (pelo menos eu não quero) “eventos” que são metidos pela porta do cavalo no blogue do Miguel.
    É que o Miguel para mim é de confiança a 300%. E nada tenho a ver com experiências do “apoio técnico”.
    Este bem podia tornar-se um “caso de estudo”.
    Tudo isto nada representa contra as pessoas do “apoio técnico”, que não conheço. Mas representa que o “Banco de Portugal” que garante estas “notas de banco” é, para mim, o Miguel. E gostava de saber que devo continuar a pensar assim.

    Porfírio Silva
  3. Miguel e Pedro,

    Não tenho por hábito envolver-me em discussões nas caixas de comentários e espero que não tomem esta intervenção nesse sentido. Já tenho alguns anos de blogging para compreender que o tom do que se escreve e a sua interpretação por quem lê se torna por vezes impossível de controlar.
    Gostava apenas de acrescentar o seguinte:
    - A minha intervenção não pretendia assumir um tom de indignação nem sequer exercer uma forma de protesto, mas apenas colocar uma questão;
    - O motivo para o fazer por comentário deveu-se ao único facto de o Enxuto não disponibilizar um endereço de email, que teria sido a forma mais apropriada de me dirigir ao Miguel para, exactamente, poder ouvir a sua opinião.
    - Tem toda a razão o Pedro no que escreve. O mecanismo de inscrição no blogometro da rede weblog não tem qualquer forma de comprovação – o caso a que o Enxuto se vê sujeito demonstra que nem os gestores do weblog.pt confirmam a indexação das estatísticas ao site antes de aprovar a sua subscrição.
    Finalmente, compreendo que toda a situação que levantei se tenha tornado penosa e espero que o Miguel não se sinta atingido na sua motivação, aceitando a boa-fé e a frontalidade da vossa exposição.
    De resto, manifesto apenas a minha distância total por comentários gratuitos, de tipo insultuoso e quase sempre sob o anonimato – questão que também várias vezes abordei na página que mantenho e que considero uma forma terrível de corrosão do diálogo na blogosfera.

    Daniel Carrapa
  4. Bom, pelos vistos há dados novos, tenho de voltar ao assunto. Em primeiro lugar, quero agradecer ao Daniel Carrapa o tom cordial da mensagem que escreveu e dizer-lhe que ignorava não haver um e-mail meu no blogue. Como os comentários me chegam via gmail, julguei que o meu endereço gmail estava publicado. Não está, mas vou já tratar disso hoje. Quero também agradecer as palavras do Porfírio, irei também tentar esclarecer as questões que coloca. Tenho de reconhecer que estas confusões decorrem da minha pouca destreza enquanto utilizador de meios informáticos. Durante muitos anos trabalhei numa organização pública e habituei-me a confiar nas outra pessoas para me resolverem os problemas técnicos. Agora, que me tornei independente, preferi continuar a agir do mesmo modo, seguindo o princípio de que “burro velho não aprende línguas”.

    Miguel RM
  5. Caro Porfírio,

    Talvez por culpa minha, mas não terá entendido de todo o que expliquei ou tentei explicar no comentário acima.

    Não fomos nós e muito menos o Miguel, que executou esta manobra muito pouco engraçada com a rede estatística do Weblog.
    Garanto-lhe que se fosse nosso intuito realizar tal “experiência social”, não seria no blogue do Miguel, a quem prestamos apoio técnico, onde o faríamos, isso não só seria uma estrema falta respeito como uma autentica falta de ética pessoal.

    A única questão que fica e ficará no ar, será a de quem e com que motivação realizou esta “fraude”.
    Se objectivo era dar uma conotação negativa ao blogue pela exaltação da comunidade, então o objectivo foi conseguido.
    Não foi uma tarefa difícil, aliás o Blogometro tornou tudo isso muito fácil, fácil demais.

    Ficamos pois à espera que a Weblog, retire o Enxuto da lista e que o mesmo não aconteça a mais ninguém, esse seria o aspecto mais positivo a retirar do meio de tudo isto.

    Pedro Cavaco
  6. Caro Pedro:

    Vejo que fiz uma interpretação errada das suas palavras. Disso me penitencio.

    Mas, já agora, explico como “caiu do céu” a minha interpretação. Como descreve as fragilidades do recurso incontrolado ao SiteMeter e depois acrescenta que “teria todo sentido e tal como nós o fizemos alertar a rede Weblog para as suas falhas”, pensei que o que se tinha passado era isso: uma forma prática de alertar a Weblog. Aquilo a que chamei uma experiência social. Pensei que o desenvolvimento do seu apontamento indicava isso.
    A meu ver, e isto é mera opinião, devia ter sido dito claramente no seu texto: não foi ninguém deste blogue a fazer aquela “inscrição pirata” no SiteMeter. Assim, o que era uma denúncia do que outros podem fazer, foi entendido por mim como uma justificação do que tinham feito: aquilo foi feito para mostrar o descrédito que merece aquele sistema.
    Oxalá eu tenha sido o único a entender mal.
    Cumprimentos.

    Porfírio Silva

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