8 de Fevereiro, 2010 por Miguel RM
Segundo o “Jornal da Madeira“, o escritor José Eduardo Agualusa anunciou numa conferència no Funchal que tem um novo romance pronto que trata da “construção da língua portuguesa”. A publicação está prevista para o próximo Outono. Nos últimos anos, Agualusa tem defendido com convicção o acordo ortográfico.
Ligação Permanente
1 de Fevereiro, 2010 por Miguel RM
A Agência Lusa anunciou que iria aplicar o acordo ortográfico a partir de 30 de Janeiro deste ano. Outra boa notícia: a Porto Editora disponibilizou para consulta gratuita o seu novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.
Enfim, o acordo ortográfico (AO) lá vai avançando, como sempre previ.
Hoje, ao fim destes anos de debate aceso, posso confessar que, mesmo que o AO fosse ainda pior, continuaria a ser um defensor da sua aplicação. Explicando-me melhor: quem tenha lido as minhas intervenções sobre este assunto estará consciente de que tenho críticas ao acordo, algumas delas até coincidentes com as dos seus maiores inimigos.
Contudo, defendi sempre a sua aplicação, por motivos de lhaneza política. Por mim, o AO poderia até ser pior, isto é, ter ainda mais motivos para ser contestado, que eu continuaria a defender a sua aplicação, por respeito pelos compromissos internacionais do nosso país.
Ligação Permanente
28 de Janeiro, 2010 por Miguel RM
Nos últimos anos tem aparecido com alguma frequência nas secções “Cartas do Leitor” dos jornais “Público” e “Diário de Notícias” textos assinados por Miguel Raposo Magalhães. As pessoas que me conhecem sabem que esse é o meu nome (Miguel Abreu Raposo Magalhães), mas ignoram que é também o nome de um primo meu (Miguel Emílio Bandeira Raposo Magalhães). Como o meu primo opina sobre muitos assuntos e tem um estilo veemente, tem acontecido com frequência perguntarem-me se “eu sou aquele”. Ora, independentemente da estima que temos um pelo outro, as minhas opiniões são bastante diferentes das dele em muitas áreas (basta dizer que ele é do Sporting e eu sou do Benfica!). Consequentemente, peço que tenham em conta que eu assino sempre “Miguel RM” ou “Miguel Magalhães”, nunca “Miguel Raposo Magalhães”. Na minha vida profissional fui sempre “Miguel Magalhães”, porque trabalhei muitos anos no estrangeiro e adoptei a prática de “1 nome, 1 apelido” e no espaço público assinei quase sempre “Miguel RM”.
Ligação Permanente
14 de Janeiro, 2010 por Miguel RM
Francisco Seixas da Costa, Embaixador de Portugal em França, escreve no seu blogue “Duas ou Três Coisas” uma excelente entrada sobre o assunto. Gosto particularmente de duas frases: “Todos podemos ter a nossa opinião sobre o interesse deste novo acordo. Eu tenho a minha, mas ela é irrelevante.”
Subscrevo. Apesar de ter dado a minha opinião com frequência, concordo com o espírito da afirmação.
Ligação Permanente
14 de Janeiro, 2010 por Miguel RM
Neste blogue já foram publicadas algumas entradas sobre o assunto que esteve na agenda política dos primeiros dias deste ano. O autor deste blogue odeia as discriminações contra os homossexuais e defende os direitos civis dos casais homossexuais. Mas não aceita a estupidez feita na Assembleia da República na semana passada. Tal como já citei aqui outras pessoas com posições idênticas às minhas (nomeadamente Manuel João Ramos e Henrique Monteiro), hoje cito Ricardo Sá Fernandes que publicou na semana passada no jornal “i” um artigo de opinião muito sensato. Os activistas que conseguiram convencer o PS a seguir este caminho estúpido gostam muito de identificar os defensores do referendo como pessoas homofóbicas. Estão muitissimo enganados e daqui a uns tempos, quando houver a inevitável reacção conservadora à estupidez agora feita, terão oportunidade de ver quem está verdadeiramente empenhado na defesa dos direitos das pessoas.
Ligação Permanente
6 de Janeiro, 2010 por Miguel RM
Lauro Moreira, Embaixador do Brasil junto da CPLP, foi distinguido pelo Movimento Internacional Lusófono como Personalidade Lusófona do Ano de 2009. Distinção mais do que merecida pelo excelente trabalho que tem feito em Portugal, de que gostaria de destacar a promoção da obra do seu (nosso) querido Machado de Assis.
Ligação Permanente
5 de Janeiro, 2010 por Miguel RM
Ontem, no jornal “Público”, José Mário Costa, um dos fundadores do Ciberdúvidas, publicou um excelente artigo de opinião que esclarece algumas dúvidas suscitadas pela argumentação demagógica dos inimigos do acordo ortográfico. Não tenho nada a acrescentar…
Ligação Permanente
30 de Dezembro, 2009 por Miguel RM
A polémica em torno do acordo ortográfico continua viva. No jornal “Público” de hoje é publicado um artigo de Alexandra Prado Coelho que resume a situação presente. Infelizmente, ao contrário do que tem sido defendido neste blogue, as posições permanecem irredutíveis. O “radicalismo” de Vasco Graça Moura e de António Emiliano, dois eminentes inimigos do acordo, tem prejudicado seriamente a possibilidade de haver posições serenas e produtivas que permitam uma aplicação racional do acordo, nomeadamente prevendo as alterações e os melhoramentos que são necessários.
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4 de Novembro, 2009 por Miguel RM
Para que se veja como não é só em Portugal que se discute a língua com paixão, eis uma notícia surpreendente de Cabo Verde: o partido do governo queria uma revisão constitucional que consagrasse o crioulo como língua oficial, paralelamente ao português, mas a oposição não deixou. Os argumentos de quem se opõe assentam na ideia de que “o terreno não está preparado para que se dê esse passo”. É um argumento clássico de quem quer impedir que se avance seja para onde for e é muito eficaz. Como as condições ideais nunca estão criadas, é fácil assim colocar sistematicamente obstáculos a qualquer evolução. Nos cafés de Portugal e de todo o mundo (suponho) usa-se muito este tipo de argumentação.
Ligação Permanente
3 de Novembro, 2009 por Miguel RM
A profusão de termos ingleses em áreas comerciais é um problema crescente para a língua portuguesa. Hoje venho falar-vos do vending, que é o termo utilizado para designar o sector das máquinas de venda automática. Procurei no Google e um dos primeiros sítios que encontrei foi este Vending Portugal, que contém logo de início uma explicação pseudo-erudita sobre a origem do termo. Dizem então que “vending” provirá do latim. A verdade é que provém do inglês, pois o sufixo “ing” é o que serve na língua inglesa para formar o gerúndio. Ao contrário do que se afirma, “vending” não quer dizer “vender”, mas sim “vendendo”. Na língua inglesa é que a introdução do termo precisa duma justificação como aquela que dão no “Vending Portugal”. Pelo contrário, nas línguas latinas “vender” é a palavra comum para designar uma transacção em que se troca um bem ou um serviço por um valor. Limitaram-se portanto a traduzir a explicação que encontraram em inglês, como se se aplicasse também à língua portuguesa. Fica a pergunta: Qual seria o problema se a actividade fosse conhecida por “venda automática”???
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